COMPANHIA PROFISSIONAL DE TEATRO & CENTRO FORMATIVO DE ARTES DRAMÁTICAS

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Inicialmente concebida para rádio, “Morte de um DJ” foi escrita a convite da Radio Cultura/Antena II francesa, a propósito do aniversário da queda do Muro de Berlim. O encenador Fernando Mora Ramos converte agora este texto de uma peça sonora numa peça cénica, apresentando-a como uma “peça acontecimento, ou melhor, uma peça-acontecimentos. Nela se sobrepõem a queda do muro de Berlim e duas mortes, um suicídio por decisão, outro por exaustão espectacular”.

Na peça Carlota dormiu com DJ mas DJ não se lembra - nem que na cama estava. Ela quer a confirmação disso mesmo como sinal da sua própria existência. Aconteceu-lhe amar outro corpo. O que lhe acontece pertence-lhe, no sentido de que aquilo que fazemos somos nós mesmos e que somos responsáveis pelo que nos acontece — a alienação é o contrário, fazermos algo que não somos, algo em que somos instrumento. Ele, DJ, nega-lho, isto é, está tão envolvido na sua nova máscara que o David de que ela fala desapareceu com o dealbar da manhã. Ele é agora DJ e a sua nova música pretende fazer desabar o Muro de Berlim.

FICHA ARTÍSTICA

Tradução e encenação | Fernando Mora Ramos
Cenografia e figurinos |
José Carlos Faria
Design sonoro | Carlos Alberto Augusto
Máscara e caracterização do DJ | Luís de Matos

Iluminação | António Plácido, assistido por Carina Galante e Filipe Lopes
Interpretação | Maria Quintelas, Alexandre Calçada e Fábio Costa

Morte de um DJ

JEAN PIERRE SARRAZAC

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Programa em
formato PDF.

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